Carlos Lessa analisa o assédio dos empresários post-governo e a ética dos homens públicos

Do Estado de São Paulo, 22 de junho de 2011

Informação é preciosa para negócios, diz Lessa
 

Presidente do BNDES entre janeiro de 2003 e novembro de 2004, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o economista Carlos Lessa diz que ficou "muito irritado" ao tomar conhecimento do argumento de Antonio Palocci de que a passagem pelo Ministério da Fazenda, o BNDES ou o Banco Central "proporciona uma experiência única que dá enorme valor a estes profissionais no mercado".

Embora não tenha sido citado pelo ministro, Lessa diz que não aceita ser jogado "na vala comum". O economista conta que fez uma única palestra para uma empresa privada, pela qual cobrou R$ 4 mil, "para ajudar no armazém", brinca.

A entrevista é de Luciana Nunes Leal e publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, 22-05-2011.

Eis a entrevista.

O sr. recebeu convites para atuar como consultor depois de deixar o BNDES?

Nunca fui convidado para ser membro de conselho de empresa privada, prestar consultoria etc. O setor privado sabe que eu jamais usaria minhas relações para facilitar negócios.

Geralmente é esse o objetivo?

É evidente que todo homem que teve função importante na máquina pública tem enormes contatos. Ele tem a possibilidade da inside information, que é a coisa mais preciosa que existe no mundo de negócios. Se você fizer uma lista dos milionários que surgiram a partir dessas presidências e diretorias (de bancos estatais e ministérios), é impressionante.

A nota da Casa Civil disse que isso era comum. É um caminho natural?

Fiquei muito irritado quando o Palocci disse que qualquer um cai nisso. Eu não caio. Fui colocado em uma vala comum. Não há nada mais precioso do que os cadernos de contatos que você tem. Isso faz com que o currículo de quem sai da máquina pública tenha muito valor. Não acho que o Palocci esteja dizendo qualquer mentira, não. Ele deve mesmo ter ganho muito dinheiro honestamente...

O sr. considera que o dinheiro foi ganho honestamente?

Não posso fazer julgamento moral. Em qualquer dessas coisas existe quem paga e quem recebe. A imoralidade é uma parceria. A empresa privada não paga pela competência, paga por tudo isso que eu falei.

Ex-ocupantes de cargos tão importantes são pessoas experientes. As empresas não podem estar interessadas nisso?

Experiência sim, mas não técnica e conceitual. É principalmente a capacidade que o cara tem de andar por dentro da máquina pública. O cliente está pagando US$ 100 mil por uma conferência para quê? É muito claro.

Sua tese vale também para ex-presidentes da República?

Não posso afirmar categoricamente. Em última instância, a empresa diz "sou amiga e conhecida do presidente, sou íntima do presidente". É complicado, mas é da regra do jogo. Não jogo isso, mas não vou condenar quem faz.

O senhor disse que cobrou por uma única palestra depois de deixar o BNDES. Como foi?

Fiz uma palestra sobre crise mundial, coisa de que eu entendo como economista. Normalmente, faço conferência de graça porque as instituições que me convidam são pobres. Como era uma instituição que tem caixa, cobrei R$ 4 mil. Para ajudar no armazém.

 
 
 
 

Novidades Biblioteca diplô e OutrasPalavras

 

bibliotecadiplô e OUTRASPALAVRAS
Boletim de atualização de Outras Palavras e Biblioteca Diplô - Nº 67 - 21/5/2011


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Para acompanhar via net a Espanha Rebelde
A rebelião será transmitida online: sites, twitter, facebook, mapas interativos, webcams, e álbuns de fotos permitem seguir movimento sem intermediários. Por Cauê Ameni

O manifesto DemocraciaYa
"Somos pessoas como você – não produtos do mercado. Unidos, podemos mudar. Vem conosco . É teu direito"


110521-israelpazc

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Dezenas de personalidades defendem fronteiras de 1967 e sustentam: “reconhecer Estado palestino é vital para independência de Israel”

Palestina: fala um líder da resistência pacífica
Moustapha Barghouti
revela bastidores da pacificação Fatah-Hamas, destaca avanço da opção pela não-violência e sugere isolar direita israelense

Revolução nos dias de hoje?
Dez diretores foram convidados a realizar um filme sobre os 100 anos da Revolução Mexicana. O resultado, amargo e lúcido, permite pensar sobre como a arte reflete a memória coletiva de um povo.
Por Bruno Carmello

Entrando pelo Kahn
Em um furo mundial,
Chéri à Paris descobriu as três linhas da defesa que o ex-chefe do FMI pretende apresentar, diante das acusações de violência sexual. Por Daniel Cariello


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Boletim de atualização dos sites Outras Palavras Biblioteca Diplô. A reprodução é benvinda. Interessados em recebê-lo diretamente devem clicar aqui.


"WikiLeaks versus A Máquina"

  
Por Martin Hickman, The Independent, UK
 
Empresas norte-americanas acusadas de tentar silenciar WikiLeaks estão sob ataque implacável de uma rede global muito ampla de hackers anônimos.
 
Enquanto Julien Assange, 39 anos, australiano, editor-chefe de WikiLeaks, descansa na prisão de Wandsworth Prison onde está preso acusado de ter praticado “sex by surprise” – modalidade de prática sexual considerada crime na Suécia (“a moça não disse sim, mas tampouco disse não”), as empresas financeiras e tecnológicas que retiraram, por pressão do governo dos EUA, o apoio que davam a WikiLeaks, foram alvo de ataques online por hackers – que paralisaram suas operações por Internet. O website de operações por Internet da MasterCard foi completamente ‘derrubado’.
 
Outra dessas gigantes financeiras, PayPal, confirmou que só suspendeu o recebimento de doações online para WikiLeaks por pressão do Departamento de Estado dos EUA – o que desencadeou suspeitas de que os EUA estejam pressionando empresas em todo o mundo para que interrompam o fluxo das doações em dinheiro, de apoiadores, para a organização WikiLeaks, a qual continua a distribuir telegramas diplomáticos secretos dos EUA, de um  arquivo que tem em seu poder, de 250 mil documentos.
 
A questão complicou-se ainda mais quando WikiLeaks revelou que diplomatas dos EUA teriam intervindo para modificar um projeto de lei a ser votado pela Duma (parlamento) russa, que, sem as modificações introduzidas, feriria interesses das empresas Visa e MasterCard. Horas antes, as duas empresas haviam anunciado o rompimento de laços comerciais com WikiLeaks.
 
O telegrama vazado por WikiLeaks, datado de 1/2/2010, revelava que o governo Obama havia ‘trabalhado’ com altos funcionários do governo russo, a favor das empresas e contra o projeto de lei apresentado por um consórcio de bancos estatais russos, para que não deixassem de receber taxas de administração [de contas-salários de funcionários públicos
[1]] “estimadas em US$4 bilhões anuais”.
 
 

NOTA DOS TRADUTORES:

 
O telegrama citado pode ser lido na íntegra em “WIKILEAKS cables: EUA conduzem operação secreta para favorecer Visa e Mastercard” (8/12/2010, Guardian, UK 
http://www.guardian.co.uk/world/us-embassy-cables-documents/246424 [em inglês]). Lá se lê, sobre os inconvenientes que teria para os interesses das empresas Visa e Credicard, um projeto de lei russo que então tramitava no Parlamento:
 
“No texto do projeto de lei a ser votado, empresas de cartões internacionais que desejem associar-se ao
NPCS (Sistema Nacional [russo] de Cartões de Crédito e Pagamento] terão de instalar centros de processamento locais [em território russo]. Mas nem o representante de Visa nem o representante de MasterCard (juntas, as duas empresas controlam 85% do mercado russo de cartões de crédito), tem qualquer desejo de instalar esses centros de processamento. O presidente da MasterCard na Rússia (Ilya Riaby) disse que MasterCard teria de “construir e avaliar o modelo de negócio necessário [para instalar centros de processamento em território russo]” antes de decidir. O projeto de lei que tramita estipula que empresas internacionais de cartões de crédito terão um ano para estabelecer centros de processamento em território russo. (NOTA: Atualmente, nenhuma empresa internacional de cartões de crédito tem centros de processamento em território russo.) Dois anos depois de a lei ser aprovada, passará a ser proibido enviar ao exterior dados relativos a transações locais.
Sobre suspeitas a respeito das ‘causas’ que estariam ‘por trás’ do projeto de lei ‘dos cartões de crédito’ russos, diz o embaixador dos EUA em Moscou:

(...) Segundo [aqui omitido], o ministério das Finanças entende que [essa decisão do governo russo] criará tantos novos custos e dificuldades para Visa e MasterCard, que as duas empresas talvez desistam do mercado interno russo. [Aqui omitido] crê que, pelo menos no plano dos ministros, o ministério das Finanças está com as mãos atadas. Implicação clara: os serviços russos de segurança estão por trás da decisão, disse [aqui omitido], “Há ordens secretas do governo que ninguém vê, mas todos obedecem”. Como já informamos [outro telegrama], representantes de bancos e de empresas de crédito informaram-nos de que representantes do Governo Russo estão aparentemente convencidos de que os sistemas norte-americanos de cartões de pagamento e crédito compartilham dados associados aos cartões de pagamento e crédito de cidadãos russos, com serviços de inteligência nos EUA e noutros países.
 
(...) Recomendamos que os mais altos funcionários do governo dos EUA aproveitem a oportunidade de encontros com seus equivalentes russos, inclusive na Comissão Presidencial Bilateral, para pressionar o Governo Russo a mudar a redação do projeto de lei, de modo que não prejudiquem as empresas de cartões de pagamento e crédito norte-americanas”
.

Simultaneamente, WikiLeaks, que também foi alvo de ataques cibernéticos, emergiu qual fênix, em milhares de “páginas-espelho” que espoucam em toda a rede, permitindo que todos os interessados possam ler os telegramas divulgados nos últimos dias.
 
Operando como ‘justiceiros de Julian Assange’, uma equipe global de hackers que se autoidentifica como “Anonymous”, paralisou a página de MasterCard sobrecarregando-a com pedidos de informações. Em mensagem publicada num portal, os hackers ameaçaram derrubar a rede social do Twitter, em protesto por Twitter ter ‘censurado’ as msgs do grupo – acusação que a empresa norte-americana rejeitou.
 
Um hackerativista escreveu no forum 4chan: “Quanto mais MasterCard for atacado, melhor”. Outro escreveu: “Mantenham o ataque. Como guerra, não simples batalha como sempre acontece.”
 
Os hackers também atacaram a página do advogado sueco que representa as duas suecas voluntárias de WikiLeaks pivôs do caso contra Assange por crimes de “sex by surprise”. O advogado, Claes Borgstrom, denunciou à Polícia o ataque dos hackers; disse que as acusações não são parte de um complô contra Assange: “Nada têm a ver com WikiLeaks ou com a CIA”, disse ele.
 
(...) Em declarações que fez antes de saber que permaneceria preso sem direito a fiança, Assange disse que a ação das corporações contra ele provavam “que a censura de Estado foi privatizada” nos EUA. “Esses ataques não deterão nossa missão, e devem fazer soar todos os sinais de alarme sobre a manipulação do sistema legal nos EUA”, disse ele.
 
(...) A secretária de Estado Hillary Clinton disse que os vazamentos são ataque ilegal contra os EUA e a comunidade internacional. Ontem, contudo, um dos aliados dos EUA optou por acusar os EUA, em vez de acusar WikiLeaks.
 
O ministro das Relações Exteriores da Austrália Kevin Rudd disse ontem: “O Sr. Assange não é responsável pela divulgação de 250 mil documentos da rede de comunicação diplomática dos EUA. Os responsáveis pelo vazamento são os norte-americanos”.
 
Para Shiar Youssef, um dos porta-vozes do grupo britânico Corporate Watch, considerou a retirada do apoio das empresas a WikiLeaks “bastante preocupante”.
 
“A MasterCard está dizendo que não quer aparecer associada a qualquer atividade ilegal, mas nenhuma autoridade judicial até agora declarou ilegal a atividade de WikiLeaks. Nenhuma empresa pode decidir o que seja legal ou ilegal. O que encorajou as empresas a cortar todos os laços comerciais com WikiLeaks foi o barulho que a direita dos EUA está fazendo”, disse ele.
 
VAZAMENTOS: Shell e a Nigéria  
* A gigante Shell, do petróleo, infiltrou funcionários seus em todos os principais ministérios da Nigéria. Uma dos principais executivas da Shell na Nigéria vangloriou-se de que sua empresa “sabe tudo que se faz em todos aqueles ministérios” e que os líderes do país, muito rico em petróleo tinham “esquecido” que os ministérios haviam sido ‘invadidos’. Os telegramas secretos emitidos pela embaixada dos EUA em Abuja também revelam que a empresa compartilhava dados de inteligência com os EUA.
 
Por ironia, os telegramas, de 2009, revelam que Ann Pickard, então vice-presidente da Shell para a África sub-sahariana, manifestou dúvidas sobre partilhar informação com os EUA, porque considerava que o governo dos EUA tinha “furos” pelos quais a informação poderia vazar. 
 

NOTA DOS TRADUTORES:

 
O telegrama citado pode ser lido na íntegra no Guardian, 8/12/2010, em “US embassy cables: Shell seeks to share Nigeria intelligence”, em http://www.guardian.co.uk/world/us-embassy-cables-documents/170674 (em inglês). Há nesse telegrama outras coisas interessantes, além do que o Independent observa. Por exemplo, que nem a Shell confia no que diz o embaixador, nem o embaixador confia no que lhe diz a Shell:

(S/NF) RESUMO: A vice-presidente da Shell para a África [sic] Ann Pickard (estritamente protegido), disse que um ataque dia 13 de setembro a um poço de gás natural em Rivers State pode impactar o fornecimento de gás para a usina nigeriana [orig. Nigerian Liquefied Natural Gas (NLNG)], mas apresentou como reduzido o impacto de ataques recentes sobre a produção atual total da Shell.
[Itálicos no original:] Disse que os XXXXXXXXXXXX estavam por trás da agitação entre os guerrilheiros em Rivers State e que a falta de conexões políticas dos [XXXXXXXXXXXX no original] de Rotimi Amaechi governador do estado de Rivers obrigou-o a combater em vez de “cooptar” os guerrilheiros, como fizeram os governadores dos estados de Delta e Bayelsa.
Pickard perguntou o que o governo dos EUA sabia sobre os interesses de GAZPROM [a maior empresa da Rússia e maior exportadora de gás natural do mundo (NTs)] na Nigéria; e se tínhamos informação sobre embarque de entre um e três mísseis terra-ar para guerrilheiros no delta do Niger Delta. Alegou que uma conversação com funcionário do governo da Nigéria foi secretamente gravada pelos russos. Esse embaixador crê que o impacto dos recentes ataques pode ter sido maior, sobre a produção da Shell, do que Pickard deixa transparecer. FIM DO RESUMO.

Sob ameaça
 
Mastercard
 
Os hackers derrubaram as páginas internet da Mastercard no Reino Unido e global, bombardeando-as com pedidos de informação, técnica conhecida como “ataques dedicados de negação-de-serviços” [ing. dedicated denial-of-service attacks]. “Estamos trabalhando para restaurar os níveis normais de serviços” – a MasterCard declarou em nota. Acrescentou que não havia “qualquer impacto” sobre a capacidade de os portadores usarem seus cartões.
 
PayPal
 
Depois de ter começado a rejeitar os depósitos de doações para WikiLeaks, PayPal, na 2ª.-feira, foi alvo de ataques dedicados de negação-de-serviços. O grupo “Anonymous” declarou que os ataques voltarão; que PayPal voltaria a ser atacada “em poucas horas”.
 
Visa
 
Além da MasterCard, também o Visa Europe – gigante norte-americana no setor europeu – rompeu contratos comerciais com WikiLeaks. Visa não teve problemas com a “Operação Payback”.
 
Twitter
 
A página de relacionamento social foi sobrecarregada com mensagens sobre WikiLeaks, mas, segundo “Anonymous”, os administradores de Twitter rebaixaram o chatter online. Um blogueiro advertiu: “Vocês estão a um passo de censurar [a tag] #Wikileaks discussion”. Twitter nega ter interferido na discussão.
 

[1] Sobre isso, ver a íntegra do telegrama, em “WIKILEAKS cables: EUA conduzem operação secreta para favorecer Visa e Mastercard” (8/12/2010, Guardian, UK  http://www.guardian.co.uk/world/us-embassy-cables-documents/246424 [em inglês]).


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Atualizado em 9 de dezembro, 2010 - 16:47 (Brasília) 18:47 GMT
Internet

Lula presta 'solidariedade' ao WikiLeaks e defende liberdade de expressão

Lula discursa durante balanço do PAC. Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Presidente criticou detenção do criador do site, Julian Assange

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira a liberdade de expressão e disse que tem "solidariedade" para com o site WikiLeaks e seu criador, o australiano Julian Assange, que está detido em Londres.

Assange se entregou depois que a Interpol expediu um pedido internacional de prisão contra ele, devido a acusações de estupro e abuso sexual feitas por duas mulheres suecas. Os supostos abusos teriam ocorrido em agosto, na Suécia.

Desde o fim de novembro, o WikiLeaks - especializado em publicar documentos governamentais sigilosos – vem divulgando milhares de telegramas trocados entre diplomatas americanos, muitos deles confidenciais, que revelam dados estratégicos de defesa e de política externa dos Estados Unidos, além de opiniões de autoridades do país sobre líderes mundiais.

"(...) Estranho é que o rapaz que estava desembaraçando a diplomacia americana... o rapaz foi preso e eu não estou vendo nenhum protesto", disse Lula durante um discurso feito no evento que marcou o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Brasília.

Lula ainda afirmou que Assange "estava colocando a nu um trabalho menor que alguns embaixadores fizeram".

"A (presidente eleita) Dilma (Rousseff) tem que saber e falar para os seus ministros que, se não tiver o que escrever, não escreva bobagem, passe em branco a mensagem", afirmou o presidente.

"Aí aparece o tal do WikiLeaks, desnuda a diplomacia que parecia inatingível, parecia a mais certa do mundo, e aí começa uma busca... eu não sei se colocaram cartazes, assim, do tempo do faroeste, 'procura-se vivo ou morto'... prenderam o rapaz e não vi um voto de protesto", disse.

"O rapaz estava colocando apenas aquilo que ele leu, e se ele leu porque alguém escreveu, o culpado não é quem divulgou, o culpado é quem escreveu", disse o presidente.

"Em vez de culpar quem divulgou, culpem quem escreveu a bobagem, porque senão não teria o escândalo que teve", afirmou Lula.

"O WikiLeaks tem a minha solidariedade pela divulgação das coisas” disse o presidente, que ainda registrou um “protesto” a favor da liberdade de expressão.

Brasil no WikiLeaks

O próprio presidente foi citado nos documentos relevados pelo WikiLeaks.

Em um dos telegramas, a diplomata americana Lisa Kubiske afirma que "Lula cacarejou" suas conquistas ambientais na cúpula do clima (COP-15), realizada no fim de 2009 em Copenhague, Dinamarca.

Para ela, o Brasil teria assumido uma imagem exagerada de "herói" e "cavaleiro branco" na COP-15, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo.

O Brasil também foi citado em outros telegramas revelados pelo site. Em um deles, o ex-embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, critica o Plano Nacional de Defesa, apresentado pelo governo em 2008.

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A Rede para Difusão da Cultura Árabe-Brasileira Samba do Ventre tem como missão incentivar e promover pesquisas da agregação de valor da cultura árabe à cultura brasileira, e proporcionar a integração com diversas  comunidades na busca "Pela Paz no Oriente Médio e pela valorização da auto-estima  do povo árabe e seus descendentes através da música, da dança oriental e todas as manifestações sócio-culturais que derivaram deste caldeirão étnico chamado BRASIL."

Assista: "Dança, Identidade e Guerra"

Leia em
http://www.cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=406

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Caros amigos,
A campanha de intimidação agressiva de governos e empresas sobre o WikiLeaks (que provavelmente não violou nenhuma lei) é um ataque à liberdade de imprensa e democracia. Nós precisamos de uma manifestação pública massiva para acabar com os ataques -- vamos conseguir 1 milhão de vozes e publicar anúncios de página inteira nos principais jornais dos EUA esta semana!

Sign the petition

A campanha de intimidação massiva contra o WikiLeaks está assustando defensores da mídia livre do mundo todo.

Advogados peritos estão dizendo que o WikiLeaks provavelmente não violou nenhuma lei. Mas mesmo assim políticos dos EUA de alto escalão estão chamando o site de grupo terrorista e comentaristas estão pedindo o assassinato de sua equipe. O site vem sofrendo ataques fortes de países e empresas, porém o WikiLeaks só publica informações passadas por delatores. Eles trabalham com os principais jornais (NY Times, Guardian, Spiegel) para cuidadosamente selecionar as informações que eles publicam.

A intimidação extra judicial é um ataque à democracia. Nós precisamos de uma manifestação publica pela liberdade de expressão e de imprensa. Assine a petição pelo fim dos ataques e depois encaminhe este email para todo mundo – vamos conseguir 1 milhão de vozes e publicar anúncios de página inteira em jornais dos EUA esta semana!

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/?vl

O WikiLeaks não age sozinho – eles trabalham em parceria com os principais jornais do mundo (NY Times, Guardian, Der Spiegel, etc) para cuidadosamente revisar 250.000 telegramas (cabos) diplomáticos dos EUA, removendo qualquer informação que seja irresponsável publicar. Somente 800 cabos foram publicados até agora. No passado, a WikiLeaks expôs tortura, assassinato de civis inocentes no Iraque e Afeganistão pelo governo, e corrupção corporativa.

O governo dos EUA está usando todas as vias legais para impedir novas publicações de documentos, porém leis democráticas protegem a liberdade de imprensa. Os EUA e outros governos podem não gostar das leis que protegem a nossa liberdade de expressão, mas é justamente por isso que elas são importantes e porque somente um processo democrático pode alterá-las.

Algumas pessoas podem discordar se o WikiLeaks e seus grandes jornais parceiros estão publicando mais informações que o público deveria ver, se ele compromete a confidencialidade diplomática, ou se o seu fundador Julian Assange é um herói ou vilão. Porém nada disso justifica uma campanha agressiva de governos e empresas para silenciar um canal midiático legal. Clique abaixo para se juntar ao chamado contra a perseguição:

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/?vl

Você já se perguntou porque a mídia raramente publica as histórias completas do que acontece nos bastidores? Por que quando o fazem, governos reagem de forma agressiva, Nestas horas, depende do público defender os direitos democráticos de liberdade de imprensa e de expressão. Nunca houve um momento tão necessário de agirmos como agora.

Com esperança,

Ricken, Emma, Alex, Alice, Maria Paz e toda a equipe da Avaaz

Fontes:

Fundador do site WikiLeaks é preso em Londres:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/fundador+do+site+wikileaks+e+preso+em+londres/n1237852973735.html

Visa e MasterCard se unem ao boicote contra WikiLeaks:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/visa-e-mastercard-se-unem-ao-boicote-contra-wikileaks

Hackers lançam ataques em resposta a bloqueio de dinheiro do Wikileaks:
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5g5_1RyqwzqqSdcdkuXSkRwc3OCbA?docId=CNG.3ee5f70f5e1bc38f749f897810be5a31.6a1

Conheça o homem por trás do site que revelou documentos secretos americanos:
http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/conheca-a-historia-do-site-que-revelou-documentos-secretos-americanos/

O criador do WikiLeaks, entre a sombra e a busca pela verdade:
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hRW1-BWMeIXP6Spyr_UdQJbqu5_g?docId=CNG.24a480c86aa11494311806f554755ceb.701

Saiba mais sobre os telegramas diplomáticos:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/saiba+mais+sobre+os+telegramas+diplomaticos/n1237852399276.html

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The Guardian, UK, Editorial

10/12/2010, The Guardian,  00.01 GMT

Num cyber-ataque identificado como “Operação Dar o Troco” [orig. Operation Payback], um grupo de ativistas online identificados como “Anonymous” atacaram as páginas Internet de empresas que trataram WikiLeaks como se a página cheirasse mal. Visa, MasterCard, Paypal e Amazon tiveram suas páginas, e em alguns casos seus serviços, afetados. Bem-vindos ao mundo do bem em pleno caos. Isso é bom?


Todas essas empresas entenderam que sua associação com WikiLeaks feria a imagem de suas respectivas marcas, reflexo estimulado, em muitos casos, por lépido telefonema do Departamento de Estado dos EUA. Na essência, tentam ganhar dos dois lados: fingindo, no marketing, que são livres pensadores e agentes ativos que promovem o mundo cyber, mas imagem que só lhes interessa enquanto não prejudica gente realmente importante. Na Amazon há completa confusão entre os dois papéis: recusaram-se a continuar a hospedar WikiLeaks, mas continuaram a vender online um eBook dos telegramas vazados.


Os hackertivistas do grupo “Anonymous” podem ser acusados de muitas coisas – de imaturidade ou de se deixarem conduzir por instinto de manada. Mas são o equivalente cyber da resistência não violenta ou da desobediência civil. Sua ação quebra a pasmaceira, mais do que causa dano. Ao desafiar as empresas de cartões de crédito e os portais hospedeiros como o fizeram, fazem lembrar, a esses negócios, que a reputação da marca depende, não de como sejam vistos pelo Departamento de Estado, mas de o quanto sejam capazes de manter a própria independência aos olhos de seus usuários e consumidores.


Nem todos os alvos dos ativistas de internet são os alvos corretos. A página Internet da Procuradoria de Justiça sueca, que no momento tenta a extradição de Julian Assange, fundador de Wikileaks, acusado de estupro, e a página de Claes Borgström, advogado, em Estocolmo, das duas mulheres que apresentaram as acusações contra Assange, também foram derrubadas. Como nossa entrevista com Mr Borgström deixa bem claro, as duas mulheres vivem hoje um inferno: primeiro por serem vítimas autodeclaradas de assalto sexual e, segundo, por estarem sendo acusadas de envolvimento em alguma espécie de trama da CIA. O direito ao anonimato que protege vítimas desse tipo de crime até a sentença judicial foi quebrado, por blogueiros que já invadiram os currículos e toda a intimidade das duas mulheres. Na Suécia, como em outros países, o ônus da prova cabe à Procuradoria, e o teste, para que se demonstre a verdade acima de qualquer dúvida razoável não é obstáculo fácil de superar. Melhor seria deixar que os sistemas legais sueco e britânico seguissem seu curso até a conclusão.


Em tempos em que o big business e os governos tentam monitorar e controlar tudo, é preciso, mais que nunca antes, que a Internet seja preservada como forma livre e universal de comunicação. O principal crime de que WikiLeaks poderia ser acusado é o crime de ter declarado a verdade à cara do poder. O que está em jogo é nada menos que a liberdade da Internet. Tudo mais é pirotecnia para distrair a atenção da batalha real que se combate hoje. Todos temos de não perder de vista o verdadeiro alvo.


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Arianna Huffington: “Web deu ao público o controle da informação”

07/12/2010 16:00

por Leda Balbino, iG São Paulo |

 

A empresária Arianna Huffington, de 60 anos, inicia em 18 de dezembro uma viagem de quatro dias ao Brasil para “aprender sobre sua economia vibrante” e sobre as medidas adotadas pelo País para “reduzir a desigualdade social”. O tema lhe é caro por causa de seu mais recente livro, “Third World America”, em que alerta que a redução da mobilidade social e o declínio da classe média nos EUA vêm dizimando o chamado “sonho americano” e arriscam transformar o país em uma nação do Terceiro Mundo.

 

A ateniense radicada nos EUA, autora de outros 12 livros – incluindo biografias de Maria Callas e Picasso e obras de autoajuda -, não limitou a discussão da perda de poder dos EUA ao “Third World America”. Ela a expandiu para o fenômeno do jornalismo online Huffington Post, site de notícias e opinião lançado em 2005 e do qual é editora-chefe e cofundadora. No site, conhecido simplesmente como HuffPost, Arianna batizou uma seção com o nome do livro, com a proposta de que os leitores e internautas mapeiem iniciativas sendo empregadas nos EUA para ajudar na recuperação econômica e social do país.

 

A seção se encaixa na visão de Arianna de que o público não é mais um receptor passivo da informação, um mero espectador. Com a liberdade dada pela internet de poder comentar, interagir, compartilhar e de buscar qualquer conteúdo, as pessoas agora detêm seu controle. “Com o crescimento explosivo da mídia social, nos engajamos com as informações, reagimos a elas e as compartilhamos. Tornou-se algo que compilamos, conectamos e discutimos. Em resumo, as notícias se tornaram sociais”, disse Arianna ao iG.

 

Essa ideia, somada a 195 empregados, à colaboração voluntária de 6 mil blogueiros – que atraem 4 milhões de comentários por mês – e a um habilidoso uso do SEO (sigla em inglês para “Otimização da Ferramenta de Busca”, que melhora os resultados no Google), transformou o HuffPost em um sucesso do jornalismo online. Atualmente o site só perde em audiência para o do New York Times.

 

No Brasil, a 28ª mulher mais poderosa do mundo, segundo a revista Forbes, deve se encontrar com a presidenta eleita Dilma Rousseff e com a senadora Marta Suplicy (PT-SP), e participar de um jantar promovido pelo publicitário Nizan Guanaes em São Paulo. Leia a seguir os principais trechos da entrevista que concedeu por email ao iG.

 

iG: A sra. afirma que o Huffington Post é um jornal. Mas algumas pessoas acreditam que seu modelo de colaboradores não remunerados, reduzida equipe editorial e uso do conteúdo de outros canais pode modificar a mídia como negócio. A sra. concorda com essa avaliação?

 

Arianna: Nosso modelo é unir o melhor da mídia tradicional com a nova mídia. Isso inclui ter dezenas de editores altamente treinados e um crescente número de repórteres produzindo material próprio – incluindo as recentes contratações de Howard Fineman, que antes trabalhava na Newsweek, e Peter Goodman, do New York Times. Também oferecemos uma ótima plataforma para blogueiros conhecidos ou relativamente desconhecidos para que possam contribuir para o debate público. E, quando agregamos histórias de outras fontes, nos certificamos de fazê-lo respeitando o direito autoral e de direcionar a audiência ao veículo original da história – fluxo que eles podem monitorar. Os leitores do HuffPost amam que o site tenha ao mesmo tempo notícias e opinião – de nossos escritores, blogueiros, repórteres e de todas as partes do mundo – apresentadas com nossa atitude e ponto de vista.

 

iG: Considerando o sucesso do modelo do HuffPost, qual é o futuro dos jornais tradicionais?

 

Arianna: Acredito em um futuro jornalístico híbrido em que os jornais tradicionais adotem os melhores elementos do jornalismo online e em que os sites de mídia façam cada vez mais a reportagem investigativa usualmente associada somente às empresas tradicionais. E ao contrário do derrotismo relacionado à mídia como negócio, acredito que vivemos a Era Dourada para aqueles que consomem informação, que podem navegar na internet, usar sistemas de buscas, acessar as melhores histórias de todas as partes do mundo e ser capazes de comentar, interagir e formar comunidades. A Web nos deu o controle sobre a informação que consumimos. E agora o crescimento explosivo da mídia social também está mudando fundamentalmente nosso relacionamento com a notícia. Não é mais algo que aceitamos passivamente. Agora nos engajamos com as informações, reagimos a elas e as compartilhamos. Tornou-se algo que compilamos, conectamos e discutimos. Em resumo, as notícias se tornaram sociais.

 

iG: Quais características do HuffPost a mídia tradicional deveria adotar para sobreviver?

 

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Editor: Programa de las Jornadas SinPermiso, Barcelona, 19 y 11 diciembre 2010 


Cueste lo que cueste: los mercados financieros se refocilan con las garantías europeas de la deuda irlandesa
Michael R. Krätke


O mandamos a los banqueros a la cárcel o la economía no se recuperará
Joseph Stiglitz


Por qué Wikileaks es bueno para la democracia
Bill Quigley


Una contraestrategia ciudadana: diez ideas para acabar con la bestia de Wall Street
Pam Martens


Irlanda debería 'hacerse una Argentina'
Dean Baker


Armando Fernández Steinko: El capitalismo de la renta y su futuro tras el crack


Ni un preso más sin cupo
Juan González Bertomeu · María Paula Saffon


Elecciones presidenciales en Perú: se perfila una candidatura del ecologismo popular
Joan Martínez Alier


La iniciativa “Transforma España” y el Ibex 35 “ampliado”, con el Rey y ZP
Jaime Pastor


Ingreso ciudadano: los temas estratégicos de la agenda
Pablo Yanes


Nadie quiere hablar en Cancún de macroeconomía
Alejandro Nadal


Elecciones en Cataluña: polarización con fragmentación
Ramón Zallo


Argentina y España: los mismos personajes (y negocios) que en los 90
Susana Viau


Estado de alarma en una España acorralada en el ring europeo
Enric Juliana


Informe urgente sobre Wikileaks
Ángel Viñas


Ya a la venta el Nº 7 de sinpermiso en papel

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Atividades em solidariedade ao povo palestino em São Paulo e Brasil


 

Acompanhando calendário global, organizações da sociedade civil brasileira, juntamente com a comunidade árabe-palestina no País, realizam a Semana de Solidariedade ao Povo Palestino. Atividades centrais ocorrerão em vários estados no dia 29 de novembro próximo (confira agenda abaixo). A data marca o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino – conforme resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) nº 32/40 de 1977. Anualmente, em todo o mundo, ocorrem inúmeras manifestações no período. No Brasil, é também lei em várias localidades.

Em 29 de novembro de 1947, portanto há 63 anos, em Assembleia-Geral da ONU , foi aprovada a Resolução nº 181, que decidiu pela partilha do território da Palestina histórica para o estabelecimento de um estado judeu e um árabe, sem qualquer consulta aos habitantes locais. Como consequência, o Estado de Israel foi implementado em 15 de maio de 1948 e o da Palestina não foi assegurado, culminando na nakba (catástrofe), em que foram expulsos mais de 700 mil palestinos de suas casas e centenas de vilas foram destruídas. O resultado é a ocupação mais longa do período contemporâneo, que tem sido aprofundada, ao arrepio das leis e convenções internacionais. Uma das maiores injustiças de que se tem notícia.

Consequentemente, todos os direitos inalienáveis do povo palestino têm sido desrespeitados, como à autodeterminação, à saúde, à educação, a transitar livremente. Um muro em construção desde 2002, que corta a Cisjordânia ao meio – projetado para ter 720 metros de extensão e 9 metros de altura –, e centenas de checkpoints e assentamentos sionistas, além de estradas exclusivas proibidas a palestinos, são símbolos do apartheid que se configura no território ocupado. Em Gaza, o lugar mais densamente povoado do mundo, com 1,5 milhão de pessoas que se espremem em cerca de 360km2, um bloqueio criminoso tem feito com que grasse a fome e a miséria, numa punição coletiva que deveria ser ainda mais impensável em pleno século XXI. O território palestino, mediante esses aparatos, é mantido sob a forma de bantustões à la África do Sul. É hoje impossível, por exemplo, ir da Cisjordânia a Gaza.

Diante da barbárie, realizar atividades em 29 de novembro faz-se urgente. É uma forma de o mundo levantar suas vozes e clamar pelo fim imediato da ocupação na Palestina. A semana de solidariedade pretende contribuir para dar visibilidade a essa questão e lembrar que, dia após dia, famílias são separadas, plantações são destruídas, crianças são impedidas de ir à escola e mães, de dar à luz com dignidade. Mais do que isso: soma-se às iniciativas em que a comunidade internacional é chamada à responsabilidade pela drástica situação na Palestina e cobrada a dar continuidade a ações concretas que pressionem e levem à mudança dessa realidade.

 

Participe! É por direitos humanos e justiça!

 

Semana de Solidariedade ao Povo Palestino no Brasil

 

SÃO PAULO/SP

Semana do Povo Palestino

Dia: 29 de novembro de 2010 – segunda-feira

Horário: 14h

Local: FEA-USP Sala G-1

Instituto de Relações Internacionais

Exibição do documentário: Palestina Espera

(Palestine is waiting, EUA-Palestina, 2001, cor, 10 min -documentário)

Direção: Annemarie Kattan Jacir

Há mais de 5 milhões de refugiados palestinos, muitas vezes indesejados, vivendo em condições-limite em todo o mundo.

Participação: Maren Mantovani

Analista política, diretora de Relações Internacionais da Campanha Palestina contra o Muro do Apartheid e Representante para a América Latina do Comitê Nacional Palestino por Boicotes, Sanções e Desinvestimento (BNC)

 

Dia: 29 de novembro de 2010 - segunda-feira

Horário: 19h

Local: Auditório Franco Montoro - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo - Av. Pedro Álvares Cabral, 201

Atividade: Ato político com convidados e autoridades, exibição de curta-metragem e poesias árabes. Participação de representante do movimento Stop the Wall.

Organização: Frente em Defesa do Povo Palestino

frentepalestina@yahoo.com.br

 

Dia: 4 de dezembro de 2010 - sábado

Horário: 16h

Local: Matilha Cultural - Rua Rego Freitas, 542

Atividade: Exibição dos filmes:

Ponto de Encontro (Encounter Point) - Direção: Júlia Bacha e Ronit Avni. Documentário, 85 min, 2008 e Nós e os Outros (Selves and Others, A Portrait of Edward Said) - Direção: Emmanuele Hamon. Documentário, 54 min, 2003.

Haverá debate com a participação de companheiros que participaram do Fórum Mundial da Educação na Palestina

Realização: Núcleo de Estudos Edward Said - Instituto da Cultura Árabe, Oboré e Matilha

Apoio: Frente em Defesa do Povo Palestino

contato@icarabe.org

 

Campinas/SP

Dia: 24 de novembro de 2010 – quarta-feira

Local: Facamp – Faculdades de Campinas (Estrada Municipal Unicamp - Telebrás km 1, s/nº - Cidade Universitária)

Apresentação das pesquisas sobre a Palestina – história – sionismo e holocausto

 

Dia: 29 de novembro de 2010 – segunda-feira

Locais e atividades: Câmara Municipal de Campinas – homenagem à data Parque da Paz e Memorial Yasser Arafat – visitação pública

Colóquio – Mostra Afro-brasileira – Secretaria Municipal de Educação

Realização: Instituto Jerusalém do Brasil

institutojerusalembr@terra.com.br

 

PORTO ALEGRE/RS

Dia: 29 de novembro de 2010 - segunda-feira

Horário: 19h

Local: Plenarinho da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul – Praça Mal. Deodoro, 101

Atividade: Sessão com convidados, Embaixada da Autoridade Palestina na República Federativa do Brasil e Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados)

Organização: Comitê Gaúcho de Solidariedade ao Povo Palestino

comitepalestinars@gmail.com

 

FLORIANÓPOLIS/SC

Dia: 30 de novembro de 2010 - terça-feira

Horário: 19h

Local: Câmara de Vereadores - Plenário do Centro Legislativo Municipal

Rua Anita Garibaldi, 35 - Centro

Atividade: Sessão solene e Ato político com convidados e autoridades

Lei 34/40 PMF – 1990 - 29 de novembro - Dia Municipal de Solidariedade ao Povo Palestino em Florianópolis

Lei nº 13850 - 2006 - Dia Estadual de Solidariedade ao Povo Palestino em Santa Catarina

Organização: Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino

comitepalestinasc@yahoo.com.br

 

BALNEÁRIO CAMBORIÚ/SC

Semana de Difusão da Cultura Árabe-Palestina

22 a 29 de novembro de 2010

Dia: 24 - quarta-feira

Horário: 19h

Local: Biblioteca Pública Municipal Machado de Assis - 3º Avenida, esquina com Rua 2.500

Atividade: cerimônia de abertura do evento com a presença de amigos, convidados e autoridades. Entrega de certificados de participação no concurso escolar “Paz para a Palestina”. Exibição do filme: “Palestina - A história de uma terra” (Simone Bitton)

 

Dia: 25 - quinta-feira

Horário: 9h

Local: Auditório BI 4 - Curso de Relações Internacionais – Univali

Campus Balneário Camboriú

Tema: Palestina: história, cultura, religião e atualidades

Palestrantes: Fairuz Saleh Bujaa - advogada, integrante do Grupo Palestino Terra / Miriam Ramoniga - advogada, mestre em Direito e professora de Direito Internacional / Saleh Bujja - palestino (80 anos) residente no Brasil há 60 anos / Queila Martins - coordenadora do curso de Relações Internacionais da Univali / Márcia Sarubbi - professora do curso de Direito e Relações Internacionais da Univali

Dia: 25 - quinta-feira

Horário: 17h

Local: Câmara de Vereadores de

Balneário Camboriú

Atividade: Acompanhamento da votação da legislação municipal que institui o “Dia 29 de novembro como o Dia de Solidariedade ao Povo Palestino no município de Balneário Camboriú - SC”

Dia: 26 - sexta-feira

Horário: 20h

Local: Restaurante Pharol - Av. Atlântica

Barra Sul, 5.740

Atividade: Jantar árabe - comidas típicas da gastronomia árabe, músicas, apresentações de danças folclóricas

 

Dia: 27 - sábado

Horário: 18h

Local: Livraria Nobel - Av. Alvim Bauer, 250, sl. 04 – Centro

Atividade: Cultura e lazer, exposição de livros, sugestão de roteiros de viagem, apresentações de dança do ventre e degustação de pastas e doces árabes

Organização: Instituto Amigos da Cultura

ramoniga@hotmail.com

www.amigosdaculturasc.com

 

RIO DE JANEIRO/RJ

Dia: 29 de novembro de 2010 - segunda-feira

Horário: 18h

Local: IFCS-UFRJ (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro) - Largo de São Francisco

Atividade: Ato político em defesa do povo palestino. Lançamento da Campanha Mundial de BDS – Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel e da Campanha de Boicote Acadêmico e Cultural. Exposição do livro “Impressões de uma brasileira na Palestina”

Organização: Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino

vivaintifada@gmail.com

 

BELO HORIZONTE/MG

Dia: 26 de novembro de 2010 - sexta-feira

Horário: 9h30

Local: Auditório do Instituto de Ciências Exatas Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

Atividade: Seminário de Solidariedade Internacional. Palestrante: Jadallah Safa

Comitê Democrático Palestino

Coordenação: UJC e Casa da América Latina www.seminariodesolidariedadeinternacional.

blogspot.com

 

AÇÃO MIDIÁTICA

Divulgação do balanço da maratona na Semana contra o muro e das atividades do dia 29 de novembro

Coordenação: Ciranda Internacional da Informação Independente e Movimento Palestina para Tod@s

www.ciranda.net e www.palestinalivre.org.

 

 


 

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Cercar a Rusia, apuntar a China: el verdadero papel de la OTAN en el esquema estratégico de EEUU
Diana Johnstone

La mayor traición de Obama: su inminente rendición ante los archirricos y lo que eso significa para el resto
Michael Hudson

La intención de voto es alta, pero el perfil cada vez más chato: comentarios a la política y al discurso de Los Verdes alemanes
Georg Seeßlen

Cuando la cura es peor que la enfermedad: el pacto suicida de Irlanda con la Unión Europea
Mike Whitney

Mensaje de Grecia a Papandreu: no hay mandato
Costas Douzinas · Petros Papconstantinu

En los cien años de la Revolución Mexicana: el águila y el sol (genealogía de la rebelión, política de la revolución)
Adolfo Gilly

Las próximas elecciones autonómicas en Catalunya el 28 de noviembre
Vicenç Navarro

Fracaso del G-20
Alejandro Nadal

Cuba: un documento peligroso y contradictorio
Guillermo Almeyra

En los EEUU tenemos una economía a punto de asfixiarse. Entrevista
Dennis Kucinich

Irak: las cuentas de la muerte
Josep Fontana

La ciudad y la comunidad de Madrid, laboratorio neoliberal
Carlos Girbau

Salvar la televisión pública vasca
Ramón Zallo

Colombia: 100 años de justicia constitucional y republicana
María Luisa Rodríguez Peñaranda

Sobre la entrevista a Felipe González en El País
Miguel Romero

Franco: la muerte, la cama, el mito
Ricard Vinyes

 

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Ocean Sur conmemora en El Salvador aniversarios del FMLN

17 de noviembre de 2010
Ocean Sur conmemora en El Salvador aniversarios del FMLN
La editorial presenta sus novedades editoriales FMLN. Un gran tsunami de votos rojos y Comandante Ramiro, en una memorable jornada de celebración del Frente
 
En un masivo acto en la Universidad de El Salvador donde se conmemoró el aniversario 30 de la fundación del Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN) y el 21 del inicio de su gran ofensiva "Hasta el tope" de 1989, la editorial Ocean Sur presentó el pasado 11 de noviembre dos de sus novedades editoriales más recientes, con las cuales explora la historia de la organización salvadoreña.
 
Los libros FMLN. Un gran tsunami de votos rojos y Comandante Ramiro son producto de entrevistas del politólogo y académico cubano Roberto Regalado a los líderes del FMLN, protagonistas de décadas de luchas del pueblo salvadoreño.
 
En el primero de ellos Regalado construye una historia de la organización y de El Salvador contemporáneo a partir del testimonio de diez de sus protagonistas. Destaca que la obra contiene no solo el proceso unitario para la fundación del FMLN, sino profundas reflexiones sobre los acuerdos de paz, la desmovilización de la guerrilla y la transformación del Frente de movimiento insurgente a partido legal, entre otros temas.
 
El segundo título, Comandante Ramiro, revelaciones de un guerrillero y revolucionario salvadoreño, entrega los relatos y la historia de otro de los principales dirigentes del FMLN, José Luis Merino, identificado en la guerrilla como el comandante Ramiro Vázquez.
 
Con un estilo franco e incisivo se entrelazan relatos, anécdotas, testimonios y análisis políticos, alentados por la cautivadora locuacidad del líder salvadoreño.
 
En la jornada fue presentado también Memorias del camino para compartir (Editorial Morazán, 2010), libro que recoge el testimonio del coordinador general del Frente, Medardo González, comandante Milton Méndez durante el conflicto armado (1980-1992).
 
Durante el acto popular —se calcularon 800 asistentes—, celebrado en el auditorio de la Facultad de Derecho de la casa de altos estudios, los principales dirigentes del FMLN rindieron tributo a los mártires de las gestas de la nación.
 
En sus discursos, Medardo González, José Luis Merino, y Salvador Sánchez Cerén, vicepresidente de la república, resaltaron que la exitosa lucha del FMLN estuvo basada en la unidad de todas las fuerzas revolucionarias salvadoreñas. Además, por sus estrechos vínculos con el pueblo y la identificación con sus aspiraciones de libertad y justicia social.
 
El FMLN fue fundado el 10 de octubre de 1980 por las cinco organizaciones que se enfrentaban a la dictadura militar de ese entonces.
 
Tras los acuerdos de paz de 1992 se convirtió en partido legal, y diecisiete años después ganó las elecciones del 15 de marzo de 2009, cuando llevó como candidato presidencial a Mauricio Funes.
 
Ese mismo mes del triunfo, las editoriales Ocean Sur y Morazán, con el apoyo del Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional, fundaron el Centro Cultural Nuestra América que se ha propuesto, desde las artes, el rescate de la identidad popular y la memoria histórica de los pueblos del continente, y representar un espacio para el desarrollo de las nuevas generaciones de intelectuales salvadoreños.
 
El pasado sábado 13 de noviembre ocurrieron otras dos presentaciones de estos mismos libros en San Vicente  —a la que acudieron 150 personas— y Jiquilisco —donde la cantidad de público rebasó los 350.
 
En la mañana del domingo 14 se repitieron en Ahuachapán, donde se estimó una concurrencia de 500 personas, mientras que en la tarde las presentaciones se celebraron en la localidad de Santa Ana, con una cifra de público que rondó los 300 asistentes. El próximo viernes 19 está previsto el lanzamiento de estos títulos en Morazán.
 
títulos
  FMLN
Un gran tsunami de votos rojos
ROBERTO REGALADO

2010 | Colección Contexto Latinoamericano |

Profundas reflexiones sobre los Acuerdos de Paz en El Salvador y la desmovilización, la transformación del FMLN de movimiento insurgente en partido legal, el enfoque de género, el papel de la juventud, el presente y el futuro de la lucha política y social en esa nación, quedan registradas en este sugestivo libro que concede la palabra a diez protagonistas de los acontecimientos que aquí se narran.

 

Comandante Ramiro
Revelaciones de un guerrillero y líder revolucionario salvadoreño
JOSÉ LUIS MERINO

2010 | Colección Contexto Latinoamericano |

En estas páginas, de la mano de Ramiro, nombre de guerra del revolucionario salvadoreño José Luis Merino, y alentados por su cautivadora locuacidad, los lectores podrán conocer significativos momentos de la vida política de El Salvador.

     
noticias

Néstor Kirchner contribuyó a la unidad e integración latinoamericana
Profundizando el camino de integración regional que defendió Néstor Kirchner, podremos acercar a la Argentina a la unidad antiimperialista de los pueblos de América Latina y del mundo entero

Dilma Rousseff es la primera mujer Presidenta de Brasil
Desde el primero de enero de 2011 hasta el 31 de diciembre de 2014, Brasil tendrá por primera vez a una mujer de presidenta, tras vencer los recién finalizados comicios

Dos antologías que llenan un vacío teórico prolongado y lacerante
A propósito de la presentación de las antologías Bolcheviques en el poder y Filosofía y Revolución en los años sesenta —ambas editadas por Ocean Sur (2010)— en la mañana de este martes 19 de octubre en la sede habanera de la OSPAAAL

 
© 2007-2010 Ocean Sur. Todos los derechos reservados


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Gilmar, Gaspari e Palocci, outro medalhão

    Palocci: é grave a Crise !

     


    A Folha (*) deste domingo cinzento de São Paulo traz artigos interessantes.

    Nenhum deles, dessa vez, destaca a “singularidade” de São Paulo ou seu “destino manifesto”.

    Na pág. 3, por exemplo, há hoje artigo do primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, sobre o Lula: “O meu Brasil é com ‘S’ “, “S” de Silva: “quero ser claro”, diz o Sócrates, “Lula mostrou que a esquerda brasileira sabe governar”.

    Assertiva com que não concordam o PiG (**) e a elite branca brasileira (e separatista, no caso da elite de São Paulo).

    Para esses, o Lula demonstrou: 1) que não sabe governar; ou 2) se sabe, é porque fez o que o Fernando Henrique deixou de herança.

    Outro artigo muito interessante nesta página 3 é do ex-Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Dantas (***), que espinafra o colonista (****) Elio Gaspari.

    Segundo o ex-Supremo Presidente Supremo, Gaspari é “admirador da ditadura brasileira e macaqueador dos americanos.”

    Não se trata propriamente de uma novidade.

    O colonista da Folha e do Globo – e isso não acontece impunemente – veste inúmeros chapéus, é o que já demonstrou este ordinário blogueiro.

    Como aquela piada sobre os argentinos: o Gaspari é brasileiro, nasceu na Itália e pensa que é americano.

    O ex-Presidente do Supremo revela aí, de novo, a fúria com que trata os jornalistas que não o elogiam.

    Só que dessa vez, ele prefere enfrentar o colonista da Folha e do Globo com um suelto de pé de página.

    Com outros, prefere ir à Justiça, com o peso de sua Suprema Autoridade.

    Por isso, processa o Leandro Fortes e a Carta Capital, porque mostraram a óbvia incompatibilidade entre o exercício da Presidência (Suprema) do Supremo e os negócios particulares.

    Leandro, de novo, na Carta Capital desta semana, fala do modo “imediatista, popularesco” e autoritário com que a família Mendes toca a democracia na cidade de Diamantino, Mato Grosso.

    Este ordinário blogueiro – também chamado de “crápula” por Marcelo Lunus Itagiba (clique aqui para ler “Mino descobriu que o Serra fala pelo Itagiba”) – merece algumas ações judiciais do ex-Supremo Presidente Supremo.

    Já perdeu uma.

    Clique aqui para ler “Kloury leva PHA a derrotar Gilmar na Justiça” .

    Talvez para não se expôr de novo a excepcional ridículo, o ex-Supremo Presidente Supremo tenha preferido agora terçar armas com o colonista da Folha e do Globo num artiguete.

    Ou ele teme obrigar a Folha e o Globo a gastar dinheiro com uma ação judicial ?

    Dúvida cruel.

    Porém, o mais notável fenômeno de prestidigitação da Folha neste domingo é o artigo de Antonio Palocci Filho sobre a Economia Mundial.

    A peça antológica está na página B11: “Blitzkrieg, tática e estratégia”.

    Pretende ser uma análise profunda da Crise Mundial da Guerra Cambial e dos Desequilíbrios Comerciais.

    Trata-se, na verdade, de um compêndio de acacianas inutilidades.

    Os US$ 600 bilhões que o Banco Central americano despejou podem ter efeitos negativos sobre os países emergentes – diz o notável colonista da Folha.

    A China mantém sua moeda ancorada no dólar, “valendo-se (esse gerúndio é letal – PHA) de seu robusto (os adjetivos são fatais – PHA) superávit externo”.

    Pelo tamanho da economia americana, “a sua recuperação tem impacto sobre todas as outras nações”.

    O Governo brasileiro tem feito grande esforço por “uma ação coordenada”.

    E “não deveria deixar de fazê-lo”.

    E a conclusão notável, inesquecível: “A guerra contra a crise econômica exige paciência, estratégia e coordenação”.

    Notável.

    Inacreditável !

    A Terra parou de girar em torno do Sol para contemplar esse clarão !

    É de provocar lágrimas a comparação deste artigo de primária sofisticação com o de Pedro Malan, na página 2 do Estadão.

    Chamar o Palocci de “Malocci”, como se fez no início do Governo Lula, é uma ofensa ao Malan.

    O artigo do Palocci não teria a mais longínqua importância  não fosse ele o candidato da VEJA a ministro da Fazenda da Dilma.

    Não teria menor relevância não estivesse ele em todas as listas do PiG (**) de ministros da Dilma.

    O Conversa Afiada já se manifestou sobre essa possibilidade, ao analisar a “informação” de que “Lula não quer o Palocci. Mas, e o Cardozo, esse pode ?”

    O Conversa Afiada pretende ser generoso com seus amigos navegantes nessa manhã sem Sol.

    E sugere leitura, essa, sim, admirável, e suscitada pelo Palocci, esse verdadeiro “medalhão”.

    São trechos do conto “Teoria do Medalhão”, do Machado:

    Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas idéias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente; coisa que entenderás bem, imaginando, por exemplo, um ator defraudado do uso de um braço. Ele pode, por um milagre de artifício, dissimular o defeito aos olhos da platéia; mas era muito melhor dispor dos dois. O mesmo se dá com as idéias; pode-se, com violência, abafá-las, escondê-las até à morte; mas nem essa habilidade é comum, nem tão constante esforço conviria ao exercício da vida.



    Toda a questão é não infringir as regras e obrigações capitais. Podes pertencer a qualquer partido, liberal ou conservador, republicano ou ultramontano, com a cláusula única de não ligar nenhuma idéia especial a esses vocábulos, e reconhecer-lhe somente a utilidade do scibboleth bíblico.



    Quanto à matéria dos discursos, tens à escolha: – ou os negócios

    miúdos, ou a metafísica política, mas prefere a metafísica. Os negócios miúdos, força é confessá-lo, não desdizem daquela

    chateza de bom-tom, própria de um medalhão acabado; mas, se puderes, adota a metafísica; – é mais fácil e mais atraente.

    Supõe que desejas saber por que motivo a 7ª companhia de infantaria foi transferida de Uruguaiana para Canguçu; serás ouvido tão-somente pelo ministro da guerra, que te explicará em dez minutos as razões desse ato. Não assim a metafísica. Um discurso de metafísica política apaixona naturalmente os partidos e o público, chama os apartes e as respostas. E depois não obriga a pensar e descobrir. Nesse ramo dos conhecimentos humanos tudo está achado, formulado, rotulado, encaixotado; é só prover os alforjes da memória. Em todo caso, não transcendas nunca os limites de uma invejável vulgaridade.



    - Somente não deves empregar a ironia, esse movimento ao canto da boca, cheio de mistérios, inventado por algum grego da

    decadência, contraído por Luciano, transmitido a Swift e Voltaire, feição própria dos cépticos e desabusados. Não. Usa antes a chalaça, a nossa boa chalaça amiga, gorducha, redonda, franca, sem biocos, nem véus, que se mete pela cara dos outros, estala como uma palmada, faz pular o sangue nas veias, e arrebentar de riso os suspensórios. Usa a chalaça. Que é isto?

    - Meia-noite.

    - Meia-noite? Entras nos teus vinte e dois anos, meu peralta; estás definitivamente maior. Vamos dormir, que é tarde. Rumina

    bem o que te disse, meu filho. Guardadas as proporções, a conversa desta noite vale o Príncipe de Machiavelli. Vamos dormir.

    (*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

    (**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

    (***) Clique aqui para ver como um eminente colonista (****) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (****) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

    (****) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.


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Los "capos" del futbol, destaque da revista Punto Final Nº 722


 
Desde el  viernes 12 de noviembre, 2010, Punto Final, edición Nº 722 en quioscos.
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- LOS “CAPOS” DEL FUTBOL: reportaje sin pelos en la lengua sobre el escándalo en la Asociación Nacional de Fútbol Profesional: los personajes, la trama, las fortunas en juego. Todo en revista Punto Final de esta semana.

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LA GUERRA SIN HONOR: Wikileaks

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LA SOMBRA DEL ESTALLIDO SOCIAL: se movilizan miles de cesantes del Cuerpo Militar del Trabajo.

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    Inteligência universitária de contrainsurgência

     

    Coup University: SOUTHCOM and FIU Team Up on Counterinsurgency

     

     

     

     

    Written by Adrienne Pine   

     

     

    As it has done with great success throughout the past century, the U.S. military continues to find ways to use the academy and anthropological concepts to whitewash its imperialist actions in the service of U.S. corporate profits. In Latin America from 1963-1965, Project Camelot set a dark precedent for the use of social science to abet and legitimate counterinsurgency operations including psychological warfare. Now, the U.S. Military's Southern Command (SOUTHCOM), the Pentagon's arm in Latin America and responsible for all U.S. bases the region, and Florida International University (FIU) have partnered in the creation of a so-called"Strategic Culture" Initiative, a center that hosts workshops and issues reports on the "strategic culture" of different Latin American countries. At present, reports have been issued from Argentina; Bolivia; Brazil; Chile;Colombia; Cuba; Ecuador; El Salvador; Guatemala; Haiti; Nicaragua; Peru; and Venezuela.

    On its website, the FIU-SOUTHCOM initiative defines strategic culture as "the combination of internal and external influences and experiences - geographic, historical, cultural, economic, political and military - that shape and influence the way a country understands its relationship to the rest of the world, and how a state will behave in the international community." However, from a look at their reports it is clear that a more accurate definition would be "strategic propaganda for the creation of hegemonic political ideology favorable to U.S. economic and military interests." Here is an excerpt from the Peru report:

    The elements of the new strategic culture, if it continues to emerge, will be to end or reduce the plaintive note of victim-hood in discussion of the nation's role in world affairs. Ironically, Chile will become the model for the new Peruvian strategic culture - focused on the successes of economic growth, political stability, and an honest effort to incorporate peripheral regions and marginal groups into national life. Peru, more than Chile, can base its national pride on multi-ethnic assimilation. This new national integration, along with the openness to trade and investment will be the principal components of Peru's new soft power...Peru will join Brazil and Chile as bulwarks of democracy and open economies, set as an example against the archaic rhetoric and self-defeating economic autarchy of the Bolivarian alliance.

    Here, Peruvians are portrayed as whiny children who can be properly disciplined through "multi-ethnic assimilation" to follow the correct path toward "democracy and open economies" (ideal models that have proven to be mutually exclusive in the Latin American context) and away from the dreaded ALBA, a regional economic agreement that foregrounds social welfare over trade liberalization in the service of corporate profits.

    The use of the term "culture" in "strategic culture" studies is key, as it is the central organizing concept of anthropology. By reframing corporate-military strategy as "culture", FIU-SOUTHCOM intentionally draws upon the legitimacy and integrity of anthropology and other social sciences to depoliticize and bolster its case for military occupation of the Americas. 

    FIU-SOUTHCOM claims the partnership provides "the highest quality research-based knowledge to further explicative understanding of the political, strategic, and socio-cultural dimensions of state behavior." However, it is clear from a quick examination of the qualifications of participants in FIU-SOUTHCOM's October 7thHonduras Strategic Culture Workshop that high-quality research is far less important to the alliance than creating high-quality anti-democratic propaganda to justify the support of the coup-installed government and increased U.S. military presence and aid. Workshop Participants included:

    Dr. Jose Rene Argueta, whose affiliation is listed as University of Pittsburgh. This is false. Argueta holds a PhD from Pittsburgh ('07) in Political Science, but according to spokespeople at the University of Pittsburgh has no current affiliation with the institution. Nonetheless, he has been using the fraudulent affiliation to legitimize his representing Honduras all over the anti-democratic non-profit-military-industrial-complex, from the FIU conference two weeks ago, to the USAID-sponsored Americas Barometer conference this November, to theComparative Study of Electoral Systems program.

     

    Dr. Norman A. Bailey, President, Institute for Global Economic Growth, and "Adjunct Professor of Economic Statecraft" at the Institute for World Politics, "a Graduate School of National Security and International Affairs." Bailey, the ideologue author of gems like Iranian Penetration into the Western Hemisphere Through Venezuela, lists "Economic Warfare" as his primary area of expertise at the IWP. Bailey has a long career attacking Latin American right to self-determination, starting with his army stint in strategic intelligence and joint operational planning; followed by his time as Special Assistant to the President for National Security Affairs and Senior Director of International Economic Affairs on the staff of the National Security Council in the Reagan White House; many years in the shadier corners of the oil and investment banking industries; and later as Mission Manager for Cuba and Venezuela, directly under Director of National Intelligence John D. Negroponte. See here and here. At the conference, Bailey was promoting Marco Cáceres's book The Good Coup.


    Coronel Jose Amilcar Hernandez Flores, Honduran Armed Forces (the same military that carried out last year's coup). Hernández Flores has graduated from School of the Americas (SOA) three times, the first at the height of 1980s death squad activity when SOA was training Battalion 3-16 in the torture techniques still in use today, the second for a course titled "Course in the Maintenance of Democracy" (Source: SOA Watch). In order of Name, Rank, Course, Date, Country:

     

    Hernandez Flores Jose A. Tte. Curso de Administración de la Instrucción de Unidades Pequeñas 0-2A 21 July- 2 September 1982 Honduras
    Hernandez Flores Jose Amilcar Tte. Cnel. Curso De Sostenimiento Democratico 6 April- 15 May 1998 Honduras

    Hernandez Flores Jose Amilcar Tte. Cnel. Curso Basico De Computadoras 18 May- 2 June 1998 Honduras

     

    Dr. Ernesto Galvez Mejia, "Independent Scholar." Gálvez was an aide in Maduro's government, and is an assistant to the current ambassador in Washington representing the de facto administration of Pepe Lobo. He stated in his workshop presentation that the armed forces of Honduras have the right to attack and repress the resistance movement, because its members (he alleged) are violent and provoke disorder, and that furthermore, the state must hold a monopoly over force, to protect citizens against "extremists" (in this case people who actively oppose the military coup) whom he defined as criminals. 
    Guillermo Pena Panting, Consejo Hondurefio de la Empresa Privada (COHEP). COHEP was one the the primary financiers of the coup, and 
    one of its biggest proponents.


    Marifeli Pérez-Stable, until recently vice president for democratic governance and currently a non-resident senior fellow at the Inter-American Dialogue (a Washington "liberal" think tank that played a key role in legitimizing the coup here) and sociology professor at FIU.


    Brian Fonseca, Florida International University, former U.S. Marine and a graduate of National Defense University's Center for Hemispheric Defense Studies' Advanced Transnational Security, Stability, and Democracy Program. As the ARC's About Us page notes, Fonseca oversees the FIU-SOUTHCOM Academic Partnership and Strategic Culture Studies Program at FIU's Applied Research Center.


    Moisés Caballero, co-facilitator with Fonseca, is also former Marine Corps, and has taught "Principles of Banking" at Volunteer State Community College as adjunct faculty. He is listed as "Research Analyst" for his
    About Us page at the FIU Strategic Culture site, which also notes he is currently working on his MA in Latin American and Caribbean Studies (MALACS) at FIU with a focus in Cuban and Cuban American Studies.


    Dr. Rodolfo Pastor Fasquelle. The only actual recognized intellectual in the bunch, Pastor Fasquelle is a well-respected historian who has held appointments at Harvard and El Colegio de México and who served twice as Minister of Arts and Culture, most recently for President Zelaya. 

    Dr. Pastor Fasquelle attended the event as a "member of the Resistance and as a man who was faithful to President Zelaya." He decided to attend as a way to counteract the discourse of the people who would be there "representing" Honduras, and, indeed, found himself surrounded by persons who had been indirectly and directly responsible for the assassinations of many of his friends, and for his being forced into exile following the coup. 

    Concerned by what he saw there, and by the fact that his presence was being used to give a veneer of academic legitimacy to the ongoing U.S. militarization of Latin America in general, and Honduras in particular, Dr. Pastor Fasquelle passed along the conference materials to me.

    The concept of "culture" is being used to justify the violent actions of the U.S. military throughout the hemisphere. Culture is also used to justify U.S. training of and funding for Latin American military forces that engage in torture, targeted assassinations of dissidents, and carry out coups d'etats. But the abuse of the culture concept in the service of empire is neither new, nor unique to the militarized university. In the case of Honduras, groups like the Washington Office on Latin America (WOLA) have promoted the idea that Honduras suffers from a culture of violence—rather than a neoliberal policy of state violence in which poverty is criminalized and the victims of structural violence are blamed. This difference is crucial; if violence is cultural, then "security"—in the form of increased U.S. military aid and training—is a logical solution for disciplining an unruly, uncivilized population. However, if violence is the explicit policy of a militarized client state protecting corporate profits from falling into the hands of the Honduran people, then democracy—however the Honduran people should choose to approach it—is the solution. Not coincidentally, WOLA has consistently called for increased police and military aid—mutually exclusive with real democracy—to Honduras.

    As it turns out, WOLA has significant ties to FIU-SOUTHCOM. The vice-chair of WOLA's board, Cristina Eguizábal (who also heads the FIU's Latin American and Caribbean Center) has authored SOUTHCOM's country "strategic culture" reports for Nicaragua and El Salvador. 

    When anthropology's analysis and cultural capital are appropriated in order to facilitate and legitimize military violence, anthropologists are obligated to strongly and forcefully denounce such actions both in the academy and on the ground. And when WOLA, the nation's so-called foremost voice for human rights in Latin America, is authoring reports to aid the Southern Command in its bloody counterinsurgency campaigns to undermine democracy and whitewash military coups, it becomes necessary for all U.S. citizens to evaluate the role we have played in allowing U.S. international policy to stray so far from our own democratic control.

    Meanwhile, down the street from FIU in Doral, FL, SOUTHCOM is opening its new headquarters at a cost to the U.S. taxpayer of 237 million dollars. FIU graduate Ileana Ros-Lehtinen, the Honduran coup's biggest fan in Congress (representing Miami and the Keys), is poised to take over as chair of the Foreign Affairs Committee, despite having broken the law in her zeal to legitimize the dictator Micheletti. And WOLA is receiving its funding from contractors working for the Department of Defense. 

    Further investigation of the interlocking actors in the non-profit-military-academic-industrial complex is warranted, as is focused research on FIU-SOUTHCOM event participants and "strategic culture" reports, in order to expose the ways that U.S. military pseudo-social science is threatening democracy and self-determination throughout the hemisphere. And just as members of the American Anthropological Association have come together as a discipline to oppose the army's Human Terrain System in Iraq and Afghanistan, anthropologists and other social scientists are beginning to mobilize to stand up to SOUTHCOM's latest use of the academy and anthropological concepts in the service of remilitarization that threatens the lives of people we live with, work with, and study throughout the hemisphere.

     

    Adrienne Pine is an Assistant Professor of Anthropology at American University. She blogs at:http://quotha.net/. Her latest book is Working Hard, Drinking Hard: On Violence and Survival in Honduras (UC Press 2008) http://www.ucpress.edu/books/pages/10769.php. She can be reached by email at adrienne@quotha.net .

      

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